INAUGURAÇÃO | Projeto Sururu
Projeto Sururu inicia oficialmente suas atividades
e celebra inovação socioambiental
No dia 1º de outubro de 2025, o Instituto Goiamum inaugurou oficialmente as instalações do Projeto Sururu, na sede localizada na Serra (ES). O evento marcou o início da fase operacional do projeto e consolidou um novo momento na agenda socioambiental capixaba.
A cerimônia contou com a presença do secretário de Meio Ambiente do Espírito Santo, Felipe Rigoni, que, por meio do FUNDEMA, apoia e investe no Projeto Sururu. Também participaram Aline, parceira estratégica do Instituto Goiamum na estruturação do projeto, a secretária de Estado da Mulher, Jacqueline de Moraes, além de representantes do SEBRAE, da Labemar/UFES, de empresas, ONGs e lideranças locais.
Inovação e impacto socioambiental
O Projeto Sururu transforma cascas descartadas do marisco — um resíduo antes acumulado nas margens dos manguezais — em corretivo agrícola ecológico, rico em cálcio e ideal para o uso na agricultura orgânica. Essa tecnologia simples e sustentável fecha um ciclo da Economia Azul, regenerando ecossistemas e fortalecendo comunidades tradicionais.
Mais do que uma inovação ambiental, o Sururu é também uma ação social. O projeto envolve diretamente marisqueiras da comunidade de Mangue Seco, que participam ativamente de todas as etapas — da coleta ao beneficiamento e comercialização —, conquistando autonomia financeira e reconhecimento por seu trabalho histórico.
Protagonismo feminino e cultura capixaba
Durante a cerimônia, as marisqueiras foram homenageadas com fotografias expostas no galpão de beneficiamento, simbolizando o protagonismo dessas mulheres na preservação dos manguezais e na construção de uma nova economia local. O momento foi celebrado com uma moqueca de sururu preparada pelas próprias marisqueiras, reforçando a importância dessa tradição na identidade cultural do Espírito Santo.
“O Sururu representa o que há de mais bonito na relação entre meio ambiente, ciência e pessoas: transformar o que era problema em solução — e reconhecer o valor das mulheres que há gerações sustentam suas famílias a partir do mangue”, destacou a equipe do Instituto Goiamum.
Um futuro sustentável nasce dos manguezais
Com o apoio do FUNDEMA, da UFES e do SEBRAE, o Projeto Sururu entra em sua fase de implementação técnica, com o galpão de beneficiamento em operação, início dos estudos científicos e estruturação da cadeia produtiva.
A iniciativa, já reconhecida por soluções ambientais replicáveis, reforça o compromisso do Espírito Santo com a Economia Azul, a agricultura sustentável e a valorização das comunidades ribeirinhas.