PROJETOS

Os catadores de caranguejo do projeto Goiamum também cultivam abelhas e o mel proveniente delas se torna uma alternativa de renda para as famílias que dependem do mangue durante a época de reprodução do caranguejo.

Os catadores de caranguejo da comunidade de Gameleira da Barra Nova são capacitados com técnicas de apicultura em manguezal e, ao final, recebem até certificados. As abelhas são capturadas do mangue com macacão, máscara, luva e pó de serra, afinal fumaça é fundamental e, depois, são tratadas com todo o carinho.

O projeto é desenvolvido com o patrocínio da Petrobras Transporte SA, a Transpetro.

O Instituto Goiamum trabalha em defesa da preservação e tombamento do Sítio Casarão, uma edificação estratégica, localizado em Balneário de Carapebus no município da Serra desde fevereiro de 2011. O intuito é transformar o local em um espaço sócio-cultural e de preservação ambiental e deixá-lo à disposição da sociedade.

Construído na década de 50, até hoje suas particularidades mexem com o imaginário dos moradores e pessoas que conhecem o local. O Casarão de arquitetura alemã foi construído com o esforço dos moradores da região de Carapebus, em geral pescadores, supervisionados verbalmente pelo excêntrico e misterioso José Olímpio Gomes. Acredita-se que sua construção foi patrocinada pelos alemães para servir de “ponto de passagem”, possibilitando abrigo e refúgio de patentes nazistas.

O Casarão possuía 54 cômodos interligados e distribuídos em seus quatro pavimentos (porão, térreo, primeiro andar e sótão) acessíveis por escadas e elevador. Além disso, possui passagem secreta para fuga, por meio de um túnel. E ainda porta-chaves com fundos falsos e secretos; “portinholas” para observação de 180º, elevador com dois acessos, que permitem embarque e desembarque simultâneos em dois ambientes distintos; garagem invertida para ocultação de veículos; piso falso, para abrigar fugitivos e saída para outros ambientes.

Cronograma Histórico

2014

  • 18/11 – Instituto Goiamum recebe a escritura do local datada de 21/10/2014
  • 20/11-  Deu entrada para registro no Cartório Etelvina.
  • 23/11 – Em visita ao local flagrou muitas pessoas depredando e roubando peças, pisos e colunas.
  • 24/11/2014 – Lavrou Boletim de ocorrência relatando o fato.
  • 25/11 – Casarão é incendiado, restando apenas 45% do local ainda em condições de restauração.
  • 28/11/2014 – Lavrado novo BO a respeito do incêndio.

 

2016

  • Goiamum recebe o laudo que atestou incêndio criminoso. Sendo o laudo da Defesa Civil foi incêndio insidioso.

É uma rede de monitoramento de andadas reprodutivas de caranguejos, desenvolvido no sistema estuarino dos rios Piraquê-Açu e Piraquê-mirim, em Aracruz. Além do Espírito Santo, possui colaboradores em áreas de estudo em outros sete estados no Brasil.

E por que caranguejos? Eles têm uma importância ecológica, socioeconômica e cultural. Vivem em tocas e realizam esporádicos movimentos em massa para reprodução (andada), quando ficam muito vulneráveis.

Atualmente, portarias são divulgadas para proibir captura após ambas as fases (acasalamento e liberação de larvas). Mas as andadas nem sempre ocorrem após as duas fases da lua (nova e cheia).

Quando não ocorre andada no período de defeso, os problemas acontecem como apreensões infundadas, prejuízos econômicos para extrativistas, conflitos entre gestores e extrativistas e desperdício de recursos públicos (fiscalização). Para solucionar é preciso prever se as andadas ocorrerão após a lua cheia ou nova.